A direção do Sinasefe-SE (servidores da rede Cefet e Agrotécnica em Sergipe) está disposta a ir longe para manter a sua decisão de demitir a dirigente sindical, Sara Rogéria (Sintes). Por intermédio de sua assessoria jurídica, a supracitada direção questionou na Justiça do Trabalho a quantidade de diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais (Sintes) com direito à estabilidade sindical. Tal argumento, que fora utilizado em 2003 pelo SINTESE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no estado de Sergipe) para demitir um funcionário da entidade, é comumente usado pela patronal para demitir trabalhadores que não se curvam à arrogância das empresas.A companheira Sara ocupava o cargo de assistente administrativa há quase 8 anos e foi surpreendida no último dia 26 de fevereiro com o anúncio de seu desligamento da entidade. A atitude no mínimo inconseqüente dos dirigentes do Sinasefe, cuja responsabilidade jurídica é do escritório de Advocacia Santana Araújo Costa – o mesmo que assessora o Sintsep-SE –, não leva em consideração que a mesma tese que utiliza para desrespeitar a estabilidade de Sara pode vir a ser utilizada não só contra o Sinasefe, mas para com todo o movimento sindical.A alegação da diretoria do sindicato dos servidores da rede federal de ensino básico e profissional é em resposta ao pedido de reintegração encampado pelo Sintes na Justiça do Trabalho. Outro absurdo é o questionamento feito à legalidade do Sintes. Para a diretoria do Sinasefe, os trabalhadores em entidades sindicais não devem ter o direito de se reunir. Essa tese, além de já ter sido derrubada na Justiça, não deixa de ser mais um duro ataque ao princípio da livre organização por local de trabalho. Além disso, essa segunda argumentação é impugnada pela primeira, que ao questionar a quantidade de dirigentes com estabilidade, automaticamente reconhece a existência do Sintes.Diante dessa lamentável situação, que põe em risco a estabilidade de muitos outros dirigentes sindicais não só em Sergipe mas como em todo o território nacional, a diretoria do Sintes vem a público, mais uma vez, manifestar o seu veemente repúdio a esta ação patrocinada pela diretoria do Sinasefe-SE, que não vê limites nem mesmo quando a corda pode virar contra o seu pescoço
