Há cerca de sete anos, o SINTES/SE vem intermediando a negociação com o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE). O então presidente José Souza, que morreu no dia 21 de outubro de 2015, foi o primeiro a assinar o Acordo Coletivo dos Trabalhadores (ACT) da entidade. Porém, assim que a atual presidente assumiu a vacância na Presidência, o discurso demonstrado por ela anteriormente mudou, num passe de mágica, de sindicalista para patrão. Quem teoricamente deveria dar o exemplo, garantindo direitos e avanços aos trabalhadores, estranhamente estava propondo retirada de direitos.
Após travar longas batalhas pelo fechamento de um acordo coletivo para os empregados, com a direção anterior, desde 2007 o SINTES/SE vinha mantendo uma boa relação com a direção dos bancários. No entanto, na primeira negociação após a morte do presidente Souza, nos deparamos com uma atitude inesperada: a nova presidente propôs retirada de conquistas do acordo coletivo. O incrível é que a atual presidente, assim que assumiu o cargo, fez a seguinte declaração numa matéria publicada no Jornal Cinform: “A gente vai fiscalizar e cada acordo não cumprido será cobrado. Espero que isso não aconteça e que todas as cláusulas sejam mantidas pelos banqueiros”. Ou seja, a presidente cobra o cumprimento de acordos para os bancários, porém, queria rasgar o acordo coletivo dos empregados da entidade que preside.
Contudo, após um longo processo, o SINTES/SE conseguiu fazer com que o cumprimento do anterior acordo coletivo de trabalho dos empregados do Seeb/SE fosse efetivado, mantendo desta forma as conquistas e direitos já adquiridos, porém, sem qualquer novo avanço. Foi uma negociação dura, que não reflete nenhum pouco o espírito de solidariedade e fraternidade tão difundido anteriormente pela atual presidente.
Por outro lado, já está chegando nossa data-base para nova negociação e até o momento o Acordo 2014/2015 não foi assinado, apesar de estar sendo cumprindo. O SINTES deseja que a harmonia continue existindo entre as entidades, porém, não pode ser condescendente com um comportamento equivocado. Que propõe retirar cláusulas garantidas por acordo coletivo de trabalho. Acordo é para ser cumprido. Podemos até compreender que não existam avanços, mas, retrocesso nunca!
