O mais novo discurso de Dirigentes sindicais liberados, é o da “sobrecarga de trabalho”! O que podemos dizer! Talvez, seja uma crise existencial... Estes dirigentes liberados, não batem ponto, não possuem patrões lhe dando ordens, tiram férias e querem até promoções. Não cumprem metas, mas recebem participação nos lucros. Reclamar de sobrecarga de trabalho, quando a sua única obrigação, é a construção da atividade sindical e o fortalecimento da categoria trabalhadora, que muitos já se esqueceram que fazem parte.
Como se não bastasse “mamar nas tetas” do Sindicato que administra, utilizam ainda, a mão de obra dos empregados da entidade que representa ao seu bel prazer. Seja para fazer serviços particulares, seja utilizando o motorista para levar seus filhos à escola.
É comum encontrarmos nos sindicatos, dirigentes que exigem que seus empregados com problemas de saúde, tragam, além do atestado, uma justificativa do médico por escrito. Retiram funções e agridem verbalmente o empregado, e negam direitos como: realização de exames prescritos pelo médico por estar no horário de trabalho, de sindicalizar-se e da negociação de acordo coletivo com o SINTES/SE. Tudo isso caracterizando-se como práticas de assédio moral, que tanto eles combatem, mas aplicam nas entidades com seus empregados.
Ao contrário destes dirigentes com crise existencial, os diretores do SINTES/SE, além de cumprirem suas jornadas de trabalho, dedicam-se exaustivamente na busca de melhorias e manutenção das conquistas para sua categoria, chegando ao ponto de serem ameaçados de terem o dia cortado quando precisam participar de alguma atividade sindical. Mas, fazer luta é isso aí, é extrapolar os limites impostos pelos patrões!
