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O tema sobre a implantação de uma usina nuclear em Sergipe é polêmico. O coordenador da campanha de energia nuclear do Greenpeace, André Amaral, concedeu entrevista ao Portal Infonet. Reproduziremos trechos importantes da entrevista.

André Amaral afirma que os interesses e a pressão para que uma usina seja construída no Nordeste faz parte de um projeto político e comercial e que a grande maioria da população está contra a esse projeto.

Aspectos impactantes

Lixo nuclear - ‘O lixo nuclear é uma questão sem solução, é um investimento muito grande sem nenhuma segurança e fora todo risco envolvido porque não tem um local adequado para destinação final, com relação ao transporte que é complicado'. André Amaral citou como exemplo o caso de Angra I e Angra II, no Rio de Janeiro, onde lixo está armazenado em local provisório que não tem nenhuma qualificação.

Tarifa - O coordenador critica o alto investimento para a instalação e o funcionamento das usinas e disse que o preço de instalação de uma usina é muito mais alto do que se fosse utilizada as fontes renováveis de geração de energia.

Desativação - Sobre o funcionamento da usina, André Amaral explica que existe uma vida útil de no máximo 40 anos para que seja desativada. O problema é que para desativar é preciso preservar o meio com as mesmas características de antes da implantação. ‘Poucas chegaram a esse tempo de vida útil, elas geralmente são desligadas antes disso por mau funcionamento e envelhecimento de peças. O que acontece é que após esses 40 anos você tem que desmantelar a usina e deixar o meio em que ela estava instalada de acordo como era originalmente antes da instalação da usina. Isso não foi feito em nenhum lugar do mundo.

Urânio - André Amaral é enfático e diz que o Brasil tem um potencial enorme para gerar outras fontes e menor risco e impacto ambiental e social. ‘Temos vários problemas como pessoas contaminadas, doentes e morrendo, isso fora o impacto ambiental. São problemas sociais, ambientais e econômicos trazidos com esse tipo de investimento que é o programa nuclear. Poderíamos pagar por fontes limpas e renováveis de energia como eólica, biomassa, solar e pequenas centrais hidrelétricas', garante.

Emprego - O Greenpeace contesta a argumentação de que a usina pode gerar grande aquisição de emprego e renda para a população local. "A tecnologia nuclear precisa de mão-de-obra especializada e localmente você não tem esse tipo de mão-de-obra qualificada para operar em uma usina nuclear, então, vai ter que trazer mão de obra de fora do Estado, deixando pouco investimento e retorno para a população local", diz André Amaral.