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Na sexta-feira, 30, o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais do Estado de Sergipe (SINTES) realizou ato público em frente à sede do Sindicato dos Vigilantes (Sindvigilantes) exigindo o cumprimento da sentença judicial que determina a convocação de Patrícia Medeiros e Maria Auxiliadora aos seus postos de trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As duas trabalhadoras estão há mais de dois anos sem receber salários e nenhum outro direito trabalhista. Durante todo esse período buscou-se uma negociação com a direção do Sindvigilantes, mas não houve avanço. As trabalhadoras, com o apoio seu sindicato representativo, Sintes, entraram com ação judicial. O Sindvigilantes foi condenado, somente as multas chegam a R$140 mil. “Exigimos o pagamento de todos os nossos salários atrasados e garantia de nossos direitos trabalhistas, disse

Patrícia Medeiros.

Além do pagamento dos salários, a justiça determinou que o sindicato convocasse Patrícia e Auxiliadora ao trabalho. Até o momento a sentença não foi cumprida. As duas receberam apenas uma parte em dinheiro de um bloqueio que a justiça fez da conta do Sindvigilantes.

Retorno ao trabalho já!

O ato chamou a atenção da população. Muitos se espantavam quando ouvia que a duas companheiras estão há dois anos sem receber salários. Ativistas de outras categorias levaram solidariedade à luta pelo retorno ao trabalho e recebimentos dos direitos

trabalhistas: CONLUTAS, Sindipetro AL/SE, Sindicagese, ILAESE.

“Queremos também agradecer aos nossos companheiros da categoria que vieram participar do ato conosco”, disse Maria Auxiliadora. Dôra, como é carinhosamente chamada Maria Auxiliadora, devido a essa difícil situação que está enfrentando teve, semana passada, arritmia cardíaca.

“O ato de hoje foi muito importante. Contou com o apoio de várias entidades. A população nos deu apoio, inclusive trabalhadores vigilantes que foram ao sindicato foram solidários à luta das duas companheiras”, disse Alberto Calasans, presidente do Sintes.

“Continuaremos com as mobilizações até que sejamos reintegradas e sentença judicial seja cumprida”, afirmou Patrícia Medeiros.

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