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Data marcada pelo massacre aos trabalhadores rurais sem-terra há 11 anos em Eldorado dos Carajás (PA), o 17 de abril foi definido, no Encontro do dia 25 de março, como dia nacional de mobilização. A data para os trabalhadores, além de simbolizar solidariedade à luta pela terra e condenar a violência no campo, foi escolhida também para o lançamento da campanha salarial dos servidores públicos e para o combate às reformas neoliberais.Em Sergipe, logo cedo, servidores públicos da UFS juntamente com estudantes e diretores sindicais da Conlutas realizaram protesto contra a ameaça de privatização do Hospital Universitário da UFS, a expansão desordenada e o sucateamento da universidade. Os servidores apontaram para as políticas neoliberais as causas da precarização do serviço público, expressas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) com a manutenção do arrocho salarial e fiscal – ambos para garantir o pagamento da dívida externa. “A ameaça ao direito de greve foi a forma encontrada para impedir a reação do funcionalismo”, denunciou o professor Airton Souza, presidente da Adufs. O representante do DCE, Mike Gabriel, prestou em nome dos estudantes solidariedade aos servidores pelo lançamento da campanha salarial. Lembrou ainda que há anos as universidades sofrem pela não realização de concursos. “A melhoria do H.U. é a melhora da saúde da população pobre”, finalizou.Falando em nome da Conlutas, Stoessel Chagas, “Toeta”, disse ser o 17 de abril uma data a ser lembrada pelos 11 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, que deu origem ao “Abril Vermelho” do MST. Tendo isso em vista, o Encontro do dia 25 incorporou a data ao calendário do Fórum Nacional de Mobilização e ampliou o seu foco dando ênfase também à luta contra as reformas. “Precisamos insurgir na luta para irmos para o enfrentamento contra esse governo que não é diferente dos outros. Nossos direitos terão que ser mantidos. E essa luta passa também pela construção de um primeiro de maio diferente dos eventos da CUT e da Força Sindical”, discursou. O Sindipetro AL/SE, representado por Pedro Messias, saudou os presentes e deixou a mensagem de que a luta contra o neoliberalismo é de todo o povo brasileiro. “Só com luta é que se conquista”. Além do Sindipetro AL/SE, DCE UFS, ADUFS, Conlutas, estiveram no ato um representante do SINTUFS, do SENALBA, ativistas independentes e militantes do PSTU e do PSOL. Ainda na parte da manhã, outra manifestação foi realizada na Reitoria da UFS.