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Nota de Repúdio dos Funcionários do Sindsprev/RJ.

E o tempo passou..., clamamos por democracia!

Atual direção do Sindsprev/RJ “apoia” as Reformas de Temer ao descontar o ponto daqueles que aderiram ao Dia Nacional de Greve (30/06/2017), chamado pelas grandes centrais sindicais e aprovada pela assembleia da seguridade e seguro social.

Voltando no tempo para reconhecer a importância desse erro político e grotesco, enxergamos uma entidade nascida de uma utopia que cresceu na diversidade dos movimentos sociais, contra todo tipo de opressão, ainda em plena ditadura militar soube se impor, chamar greves contra aquele governo que proibia a sindicalização de servidores públicos, o grande ato que saiu do Maracanã, foram 20 mil servidores, em passeata até a Candelária. Foi épico! Apenas a base do seguro e seguridade contra os desmandos do governo Collor.

O Sindsprev/RJ, sempre se adequou a realidade política, como um camaleão, à frente das principais lutas políticas: Contra Ditadura Militar, Diretas Já, Fora Sarney, Fora Collor, as greves gerais da década de oitenta. No âmbito interno da categoria: este sindicato reverteu politicamente, algumas juridicamente, as disponibilidades e demissões impostas pelo oportunismo do velho Estado burguês gerenciado por Collor.

Quem não se lembra de como esta entidade abraçou a heroica luta dos companheiros da FUNASA? Protagonizou toda luta, disponibilizando sua estrutura, para em 2003, 5.792 demitidos reconquistarem sua dignidade.

Solidariedade de classe apoiando a criação de outros sindicatos de servidores federais, o primeiro a realizar ações coletivas, idealizado pelo nosso advogado Arão da Providência militante político aguerrido e o primeiro a ganhar o FGTS dos SPFs.

Quem formou o corpo funcional do Sindsprev/RJ? Ex-militantes que compraram a proposta de luta, ajudando na construção política desta entidade, trabalhando incansavelmente, virando noites em Congressos, Plenárias, Assembleias, Conselhos de Representantes, Eleições.

Quando o sindicato foi incendiado, foram esses empregados que mantiveram toda estrutura física e política do Sindsprev/RJ, trabalhamos em condições precárias, insalubres, em um único andar, não permitimos que fechassem a Entidade. Sob intensa crise política dentro da direção, ainda assim nos mantivemos firmes e unidos na defesa do Sindicato e de nossos empregos.

Hoje temos outro tipo de incêndio: crise financeira, política, ética e moral.

Entre o financeiro e o político, com déficit financeiro vive-se, mas com político, não. A crise financeira só será resolvida com o retorno às bases, a suas origens, com campanha de filiação massiva, resgate dos núcleos nos locais de trabalho, manutenção dos direitos dos servidores do Ministério da Saúde e dos Institutos que estão sendo massacrados pelo governo ilegítimo do Sr. Temer, motivo pelo qual o Sindsprev/RJ, em assembleia da seguridade e seguro social votou apoio à Greve Geral.

Parafraseando Lenin, “A prática é o critério da verdade”, no Sindsprev/RJ, não! “Desconte do servidor, que dos nossos já descontamos”, poderão fazer coro com o governo. Pasmem! O único sindicato no Rio de Janeiro, quiçá no Brasil, que descontou o dia de paralisação nacional (30/06/17), nem tradicionais sindicatos pelegos o fizeram.

Os princípios que sempre nortearam a trajetória do Sindsprev/RJ: democracia, independência de classe, respeito à base e autonomia frente aos partidos políticos, foram solapados com a abertura deste sindicato para então candidato a prefeito do Rio, Crivela, representante do gerente de turno, Temer. Fiel escudeiro de tudo que há de mais reacionário na política nacional, a bancada da bala e da Bíblia.

Reafirmamos, conforme decisão de ato/assembleia dos funcionários (29/08/17), nenhum funcionário(a) irá justificar sua ausência por haver atendido o chamado das centrais sindicais a nível nacional contra a Reforma da Previdência e Trabalhista. Somos contra todo ataque desse governo, ilegítimo, contra a classe trabalhadora.

Finalizando,

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois

passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o

horizonte corre dez passos.

Por mais que eu caminhe, jamais o alcançarei. Para que

Serve a utopia? Serve para isso: para caminhar.”

Fernando Birri.

Rio, 30 de agosto/2017.